"...Eu sou apenas a garota que tenta ser amada. E sou profundamente amada por alguns meses, até o garoto segurar firme a minha mão e dizer "nós somos inseguros e queremos uma garota normal". E então eu me pergunto se não deveria lobotomizar meu cérebro pra pensar menos, lobotomizar meu coração pra sentir menos, lobotomizar meu espírito pra estar agora menos obcecada pelo seu joelho magrelo. E então eu falaria pouco, teria alguma profissão sonsa dessas que a pessoa fica em cima de apostilas na madrugada ao invés de estar abaixo das estrelas e você poderia me dar a sua mão magrela e nós andaríamos pelas ondinhas secas que fazem bordas de espelho para nossas pernas que seguem juntas..."
"...Vocês saberiam melhor o que fazer se eu fosse normal, mas algo dentro dessas covardias machistas simplórias e primatas ainda consegue distinguir como é bem legal ser admirado por uma mulher como eu. Antes de me deixar pirando em toda a sua magreza que flutua pelo mundo como uma música leve e impossível de tirar do repeat, você olha pra trás e diz: "mas deve ter alguém que não tenha medo..."
(Trechos do texto "O velho, o cachorro e a gota de suor" do site da Tati Bernardi)
1 ano sem escrever no blog. Pra voltar com um texto de outra pessoa. Mas nesse momento nada falaria por mim de maneira tão exata. Talvez eu escreva um dia sobre a dor e a delícia de ser uma mulher forte e diferente. Essa noite, me permito apenas viver a dor. E acreditar que um dia encontrarei alguém que não tenha medo de segurar minha mão e seguir adiante comigo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sábado, 23 de janeiro de 2010
Reflexões
Ontem foi a festa de aniversário da minha irmã, em uma grande balada de SP. Um lugar que costumávamos frequentar e dançar muito. Com gente bacana, música de qualidade.
Reunimos a nossa família e amigos e fomos. E o que era pra ser uma noite bacana, virou um show de horrores. Pra começar, estava lotado. Muito. Quente. Impossível de dançar de forma tranquila. Até aí ok, a maioria das grandes baladas de SP são assim. Mas aí entrou um outro fator inconveniente: Pessoas. Um grupo de gente que provavelmente passa a semana trabalhando e bricando de ser responsável, mas que na hora da diversão resolve barbarizar. Enche a cara. Perde a razão e o bom senso mínimo. E começa a agir feito imbecil.
E assim foi. As músicas já não eram as mesmas de quando frequentávamos o lugar, e eu fiquei bem triste quando vi que "Extravasa" da Claudia Leitte fez meio mundo gritar e dançar feito louco. Ficava me perguntando o tempo inteiro o que estava fazendo ali. Naquele lugar horroroso, quente, com música detestável, gente mal educada. Pensei muito na minha irmã, e na oportunidade de estar com as pessoas do meu convívio, e que gosto. Mas não parou por aí e um cara apareceu pra deixar minha noite ainda mais desagradável. Começou a insistir da forma mais inconveniente possível que eu ficasse com ele e depois de ouvir pela milésima vez que estava ali só pra dançar falou coisas horríveis, e me chamou de "Covarde que não dá chance para as pessoas. Que enxerga só a casca delas e não deixa que elas entrem na minha vida". Finalizou dizendo que eu morrerei sozinha. Olhei pra ele e só lancei um "Se for pra ter gente como você na minha vida, prefiro sim morrer sozinha. E agora suma da minha frente ou vai ficar muito chato você tomar um tapa na cara na frente de todos os seus amigos". O babaca sumiu. Mas eu fiquei pensando sobre o episódio.
----------------------------
Estou fazendo um processo de coach pesado. Muito pesado. Onde sou convidada a descer até o porão da minha vida e olhar tudo que está errado. É um processo dolorido(tem sido), mas como tudo que é difícil, sei que trará bons resultados. Evolução. E na hora que subir novamente as escadas do porão, terei certeza de ter um nível de consciência da vida mais elevado.
Então eu encontro babacas como esse da balada de ontem, e fico pensando onde é que essa porra de mundo vai parar. Quando é que as pessoas vão finalmente crescer. Quando é que vão começar a fazer o que realmente QUEREM fazer, e não aquilo que lhes é influenciado.
E chego à conclusão que o mundo está cada dia mais cheio de covardes. De pessoas que acham legal ir pra uma balada e beijar o primeiro desconhecido, pular ao som de Claudia Leitte, tomar a decisão que é a mais fácil. Andar pelo caminho largo e não tentar passar pelo estreito. Aquele difícil pra caralho, mas que vai te levar a algum lugar e te transformar em alguém.
E então eu fico feliz. Só incluo e excluo da minha vida os fatores e pessoas que eu sei que vão me agregar. E é maravilhoso e libertador ser diferente da maioria. Ter lar, família, amigos, livros, inteligência, personalidade e um poder de escolha que me faz alguém forte e dona da minha vida.
O que busco de verdade? Ser alguém que escreve sua própria biografia, e não precisa de outras pessoas escrevendo em meu lugar. No máximo ajudando, mas nunca decidindo em meu lugar. Ser alguém cheia de defeitos, mas ciente deles e do quanto somente EU posso mudar os rumos de minha história. E isso nada, nem ninguém vai me tirar. Nunca.
Reunimos a nossa família e amigos e fomos. E o que era pra ser uma noite bacana, virou um show de horrores. Pra começar, estava lotado. Muito. Quente. Impossível de dançar de forma tranquila. Até aí ok, a maioria das grandes baladas de SP são assim. Mas aí entrou um outro fator inconveniente: Pessoas. Um grupo de gente que provavelmente passa a semana trabalhando e bricando de ser responsável, mas que na hora da diversão resolve barbarizar. Enche a cara. Perde a razão e o bom senso mínimo. E começa a agir feito imbecil.
E assim foi. As músicas já não eram as mesmas de quando frequentávamos o lugar, e eu fiquei bem triste quando vi que "Extravasa" da Claudia Leitte fez meio mundo gritar e dançar feito louco. Ficava me perguntando o tempo inteiro o que estava fazendo ali. Naquele lugar horroroso, quente, com música detestável, gente mal educada. Pensei muito na minha irmã, e na oportunidade de estar com as pessoas do meu convívio, e que gosto. Mas não parou por aí e um cara apareceu pra deixar minha noite ainda mais desagradável. Começou a insistir da forma mais inconveniente possível que eu ficasse com ele e depois de ouvir pela milésima vez que estava ali só pra dançar falou coisas horríveis, e me chamou de "Covarde que não dá chance para as pessoas. Que enxerga só a casca delas e não deixa que elas entrem na minha vida". Finalizou dizendo que eu morrerei sozinha. Olhei pra ele e só lancei um "Se for pra ter gente como você na minha vida, prefiro sim morrer sozinha. E agora suma da minha frente ou vai ficar muito chato você tomar um tapa na cara na frente de todos os seus amigos". O babaca sumiu. Mas eu fiquei pensando sobre o episódio.
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Estou fazendo um processo de coach pesado. Muito pesado. Onde sou convidada a descer até o porão da minha vida e olhar tudo que está errado. É um processo dolorido(tem sido), mas como tudo que é difícil, sei que trará bons resultados. Evolução. E na hora que subir novamente as escadas do porão, terei certeza de ter um nível de consciência da vida mais elevado.
Então eu encontro babacas como esse da balada de ontem, e fico pensando onde é que essa porra de mundo vai parar. Quando é que as pessoas vão finalmente crescer. Quando é que vão começar a fazer o que realmente QUEREM fazer, e não aquilo que lhes é influenciado.
E chego à conclusão que o mundo está cada dia mais cheio de covardes. De pessoas que acham legal ir pra uma balada e beijar o primeiro desconhecido, pular ao som de Claudia Leitte, tomar a decisão que é a mais fácil. Andar pelo caminho largo e não tentar passar pelo estreito. Aquele difícil pra caralho, mas que vai te levar a algum lugar e te transformar em alguém.
E então eu fico feliz. Só incluo e excluo da minha vida os fatores e pessoas que eu sei que vão me agregar. E é maravilhoso e libertador ser diferente da maioria. Ter lar, família, amigos, livros, inteligência, personalidade e um poder de escolha que me faz alguém forte e dona da minha vida.
O que busco de verdade? Ser alguém que escreve sua própria biografia, e não precisa de outras pessoas escrevendo em meu lugar. No máximo ajudando, mas nunca decidindo em meu lugar. Ser alguém cheia de defeitos, mas ciente deles e do quanto somente EU posso mudar os rumos de minha história. E isso nada, nem ninguém vai me tirar. Nunca.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
19 de janeiro
Minha mãe conta que logo que completei 3 anos de idade, virei uma criança amuada. Sentava no sofá e ficava horas olhando pro horizonte, com cara de poucos amigos. Ela entendeu que podia ser o fato de ser filha única, e sentir falta de um(a) irmãozinho(a) pra brincar.
Ela não parou pra pensar que simplesmente eu poderia ser uma criança reflexiva. Ou que só estava com vontade de fazer cocô. hahahahaha.
Daí que ela ficou grávida da minha irmã. E o meu sossego acabou. Cresci com uma mini me junto, que me imitava em tudo, adorava me empurrar do colo da minha mãe, e desde pequena mostrava sinais da personalidade forte que teria no futuro.
Nossa união era bem evidente. Brincávamos muito juntas.
O tempo passou, e essa união só aumentou. Hoje, posso dizer com o peito aberto e todas as letras que ela é a minha melhor amiga. E que sorte absoluta eu tenho em ter um misto de irmã, amiga, psicóloga, consultora de moda, ouvinte, acompanhante de filmes.
Temos uma sintonia incrível, e alguns sinais e brincadeiras só nossas. Adoramos assistir novelas para imitarmos os personagens e mudarmos os rumos da trama(onde geralmente a protagonista é uma prostituta e o mocinho um vilão enrustido).
Com ela nunca falta assunto. Seja correndo juntas no parque, seja pegando um cinema, seja vendo um site de moda. Sempre temos o que conversar. Sempre rimos muito juntas.
Ela é um pouco mais fechada que eu. Eu digo que amo, abraço, beijo. Ela é uma pessoa de gestos. Se ela te ama, faz o que for preciso pra te ver feliz. E eu me sinto amada por ela. Quando fico triste, ela sempre entra em meu quarto e me tira do casulo. Ou faz um macarrão que sabe que eu gosto. Ou simplesmente me xinga e me manda levantar a cabeça.
Eu não imagino minha vida sem essa mulher. Sim, ela é uma mulher. E me deu o maior presente de todos: Meu sobrinho. O homenzinho da minha vida e a razão do meu sorriso diário.
Dona de uma personalidade forte, ela é do tipo ame-a ou deixe-a. Algumas pessoas ficam assustadas com as opiniões enfáticas que ela tem. Eu não me assusto, sempre achei que isso só demonstra a fortaleza de mulher que ela é. E o quanto não se importa com as opiniões a seu respeito.
Em um dia como hoje, só posso agradecer a Deus por tê-la aqui comigo. Minha mãe estava certa quando me viu sozinha há 27 anos atrás e resolveu trazer de presente esse anjo pra mim. Meu elo, meu pilar. Marcada na pele, assim como a tatuagem que fizemos juntas.
Te amo sista. Estarei sempre aqui pra você. E com você.
Ever thine. Ever mine. Ever ours.
Ela não parou pra pensar que simplesmente eu poderia ser uma criança reflexiva. Ou que só estava com vontade de fazer cocô. hahahahaha.
Daí que ela ficou grávida da minha irmã. E o meu sossego acabou. Cresci com uma mini me junto, que me imitava em tudo, adorava me empurrar do colo da minha mãe, e desde pequena mostrava sinais da personalidade forte que teria no futuro.
Nossa união era bem evidente. Brincávamos muito juntas.
O tempo passou, e essa união só aumentou. Hoje, posso dizer com o peito aberto e todas as letras que ela é a minha melhor amiga. E que sorte absoluta eu tenho em ter um misto de irmã, amiga, psicóloga, consultora de moda, ouvinte, acompanhante de filmes.
Temos uma sintonia incrível, e alguns sinais e brincadeiras só nossas. Adoramos assistir novelas para imitarmos os personagens e mudarmos os rumos da trama(onde geralmente a protagonista é uma prostituta e o mocinho um vilão enrustido).
Com ela nunca falta assunto. Seja correndo juntas no parque, seja pegando um cinema, seja vendo um site de moda. Sempre temos o que conversar. Sempre rimos muito juntas.
Ela é um pouco mais fechada que eu. Eu digo que amo, abraço, beijo. Ela é uma pessoa de gestos. Se ela te ama, faz o que for preciso pra te ver feliz. E eu me sinto amada por ela. Quando fico triste, ela sempre entra em meu quarto e me tira do casulo. Ou faz um macarrão que sabe que eu gosto. Ou simplesmente me xinga e me manda levantar a cabeça.
Eu não imagino minha vida sem essa mulher. Sim, ela é uma mulher. E me deu o maior presente de todos: Meu sobrinho. O homenzinho da minha vida e a razão do meu sorriso diário.
Dona de uma personalidade forte, ela é do tipo ame-a ou deixe-a. Algumas pessoas ficam assustadas com as opiniões enfáticas que ela tem. Eu não me assusto, sempre achei que isso só demonstra a fortaleza de mulher que ela é. E o quanto não se importa com as opiniões a seu respeito.
Em um dia como hoje, só posso agradecer a Deus por tê-la aqui comigo. Minha mãe estava certa quando me viu sozinha há 27 anos atrás e resolveu trazer de presente esse anjo pra mim. Meu elo, meu pilar. Marcada na pele, assim como a tatuagem que fizemos juntas.
Te amo sista. Estarei sempre aqui pra você. E com você.
Ever thine. Ever mine. Ever ours.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Aproveite, o verão está aí
Agora que o verão começou, é hora de sacudir as tristezas e ir à luta. À luta e à praia. Afinal, não há quase nada que o Sol e um mergulho não curem. E a estação combina com alegria e divertimento. Abra uma janela em sua vida e vá em frente. Há quanto tempo não faz isso? Lembra daquele dia em que ficou na dúvida se ia ou não à festa, e preferiu ficar em casa só de preguiça, sobretudo por já ter ido a tantas festas e não ter acontecido nada de excepcional(quer dizer, nada que tenha compensado ter posto um sapato alto, passado um batom e um rímel e tirado o carro da garagem)?
Pois fez mal. Faça como as cigarras, como é verão, cante.
Para começar é preciso sair de casa. Se não tiver o que fazer, dê uma volta no quarteirão, vá comprar um sabonete, tome um guaraná na lanchonete, invente qualquer coisa, mas rua. Estando de bom humor, brilhante, cheirosa e charmosa, vai estar bonita, e muitas coisas podem acontecer: um trabalho interessante, um amigo novo, um convite pra tomar um sorvete, até um louco amor de verão. Nada mal, hein? Essa história de virar zen com um mundo tão interessante em volta, francamente, é um desperdício. Apresse-se: você está na melhor fase da sua vida e não me venha com papo de idade, nada de ficar pensando no passado.
Qual a melhor coisa que poderia acontecer se ficar em casa? A não ser que você esteja escrevendo uma tese, nada. E se seu problema for daqueles gravíssimos, tipo estar esperando um telefonema, também não é desculpa: tem o celular, que aliás só foi inventado para isso(por falar em celular, ele ajuda ou atrapalha os que traem? Deve ajudar, pois quem está num motel vai poder atender o telefone e dizer um monte de mentiras sem que o outro desconfie de nada; bem conveniente esse tal de celular). O Carnaval está chegando e nem pensar em se trancar no sítio dos amigos ou fazer retiro espiritual. Para isso vai ter tempo de sobra, depois que completar os 90. Isso se não tiver um espírito jovem, bem entendido.
Olhe-se no espelho e observe o que tem de melhor, para se exibir bastante. São as pernas, o decote ou os dois? No lugar de comprar dólares para o futuro, invista em você mesma, nem vai custar tão caro assim. Qualquer pedacinho de lamê e três plumas fazem a festa; o mundo é todo seu, aproveite. Aceite todos os convites, não selecione muito. No verão é assim, vale quase tudo. Avise àquele casal tão simpático, tão calmo, e com quem você gosta tanto de conversar sobre a vida, que só vai vê-los depois da Páscoa(se houvesse amizades de verão e de inverno, eles seguramente estariam no segundo grupo). SE enturme com os amigos descasados. Peça uns dias de folga, compre um protetor solar e chore muito pela ginástica que deixou de fazer por preguiça.
Tire férias de todo esse tempo que passou querendo compreender o sentido das coisas. Elas nao têm o menor sentido. Peça àquela colega de trabalho que sempre pareceu leviana e superficial para arranjar um lugar pra você sair na ala das desfrutáveis da escola de samba, e vá a todos os ensaios. Tem que saber o samba, pra cair de boca na avenida. O que quer dizer isso, exatamente? Ah, isso você é quem sabe. Ser séria é muito bom, mas tem hora. E essa hora começa só lá pra maio.
(Texto maravilhoso de Danuza Leão na Revista Claudia de Janeiro de 2010. É isso aí, bóra deixar as preocupações de lado e viver. Pq viver bem e feliz, despenteia).
Feliz ano novo!
Pois fez mal. Faça como as cigarras, como é verão, cante.
Para começar é preciso sair de casa. Se não tiver o que fazer, dê uma volta no quarteirão, vá comprar um sabonete, tome um guaraná na lanchonete, invente qualquer coisa, mas rua. Estando de bom humor, brilhante, cheirosa e charmosa, vai estar bonita, e muitas coisas podem acontecer: um trabalho interessante, um amigo novo, um convite pra tomar um sorvete, até um louco amor de verão. Nada mal, hein? Essa história de virar zen com um mundo tão interessante em volta, francamente, é um desperdício. Apresse-se: você está na melhor fase da sua vida e não me venha com papo de idade, nada de ficar pensando no passado.
Qual a melhor coisa que poderia acontecer se ficar em casa? A não ser que você esteja escrevendo uma tese, nada. E se seu problema for daqueles gravíssimos, tipo estar esperando um telefonema, também não é desculpa: tem o celular, que aliás só foi inventado para isso(por falar em celular, ele ajuda ou atrapalha os que traem? Deve ajudar, pois quem está num motel vai poder atender o telefone e dizer um monte de mentiras sem que o outro desconfie de nada; bem conveniente esse tal de celular). O Carnaval está chegando e nem pensar em se trancar no sítio dos amigos ou fazer retiro espiritual. Para isso vai ter tempo de sobra, depois que completar os 90. Isso se não tiver um espírito jovem, bem entendido.
Olhe-se no espelho e observe o que tem de melhor, para se exibir bastante. São as pernas, o decote ou os dois? No lugar de comprar dólares para o futuro, invista em você mesma, nem vai custar tão caro assim. Qualquer pedacinho de lamê e três plumas fazem a festa; o mundo é todo seu, aproveite. Aceite todos os convites, não selecione muito. No verão é assim, vale quase tudo. Avise àquele casal tão simpático, tão calmo, e com quem você gosta tanto de conversar sobre a vida, que só vai vê-los depois da Páscoa(se houvesse amizades de verão e de inverno, eles seguramente estariam no segundo grupo). SE enturme com os amigos descasados. Peça uns dias de folga, compre um protetor solar e chore muito pela ginástica que deixou de fazer por preguiça.
Tire férias de todo esse tempo que passou querendo compreender o sentido das coisas. Elas nao têm o menor sentido. Peça àquela colega de trabalho que sempre pareceu leviana e superficial para arranjar um lugar pra você sair na ala das desfrutáveis da escola de samba, e vá a todos os ensaios. Tem que saber o samba, pra cair de boca na avenida. O que quer dizer isso, exatamente? Ah, isso você é quem sabe. Ser séria é muito bom, mas tem hora. E essa hora começa só lá pra maio.
(Texto maravilhoso de Danuza Leão na Revista Claudia de Janeiro de 2010. É isso aí, bóra deixar as preocupações de lado e viver. Pq viver bem e feliz, despenteia).
Feliz ano novo!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
01 ano
Eu não me lembro exatamente do nosso último dia juntas, mas lembro do último momento em que interagi com você.
Eu tinha saído da empresa onde trabalhava há algum tempo, e estava assumindo um grande desafio em outro lugar. Ganhei dos ex colegas de trabalho uma cesta linda de produtos de beleza. Levei ela pra casa e te mostrei.
Lembro de você ter ficado empolgada com um creme hidratante de frutas vermelhas e de ter corrido para o quarto para usar. A questão é que não era um creme hidratante, e sim um sabonete líquido. Lembro de você passando com a perna toda ensaboada, e de termos dado muita risada disso. É a minha última lembrança. Depois você saiu para a casa do seu namorado e prometeu que voltaria para a ceia do dia seguinte. Não voltou mais. Não teve ceia, muito menos natal.
Amanhã fará 01 ano. E hoje, enquanto eu empurrava o nosso sobrinho na balança do parquinho que construíram aqui perto de casa, fiquei imaginando o quanto você adoraria ir ao parque e também ajudá-lo no balanço. Eu ainda lembro da sua voz, sua fisionomia. Em alguns momentos ainda caio na pegadinha de acreditar alguns milésimos de segundos que você está aqui, viva. Como no dia em que mamãe contou que tinha comprado o nosso presente de Natal e eu perguntei: "O que comprou pra Mayara?". No segundo seguinte lembro que não tem mais presente pra você. E aquela mesma pontada de dor do dia que eu recebi a notícia de sua morte, há 1 ano atrás, volta.
Caralho, tanta coisa me dá saudade. Cartinhas que encontrei no decorrer do ano, fotos suas, a vontade de ligar pra casa e você atender, o cheiro do seu cabelo. O cheiro do seu cabelo é o que mais me dá saudade. É engraçado isso. Era um cheiro único e toda vez que você ficava triste e me abraçava, era uma delícia sentí-lo.
Fui algumas vezes ao cemitério durante o ano. Não foi fácil. É sempre muito estranho, e o zelador me contou que seu túmulo é muito visitado. Você sempre foi muito querida, muito admirada. Maluca total, cheia de personalidade, de atitude.
Lembro de tudo. E sinto saudade das risadas, até das brigas onde eu jurava que nunca mais voltaria a falar contigo. Recebi um vídeo que fizeram com você na praia entre seus amigos. Ainda não tive coragem de assistir. Não estou preparada. Talvez um dia eu finalmente esteja.
Falo sozinha com você às vezes. Digo o quanto tenho saudade. Quando vejo algo que lembra você, nunca deixo passar. Sei que você me ouve. Sei que sabe o quanto eu te amo e esse sentimento nunca mudará.
Tanta coisa mudou....Fiz terapia boa parte do ano. Inicialmente eu não falava nada, só chorava nas sessões. Com o passar do tempo, as palavras foram saindo. Hoje eu consigo carregar as 3 pulseiras que você me deu, no braço. São um pouquinho de você em mim. O meu amuleto de sorte.
Li muito. Tentei entender o que houve, o motivo da sua despedida tão precoce. Ainda não entendo direito, mas procuro pensar que você está bem onde está. Pra algumas coisas a vida infelizmente não traz explicação.
Tentamos neste natal fazer uma ceia. Apesar de termos pensado várias vezes em desistir. Mas acho que será a nossa forma de unirmos forças e passarmos pelo primeiro ano sem suas piadas toscas e seu abraço.
Eu só escrevi pra lembrar de você mais uma vez. Pra dizer o quanto eu te amo. O quanto você será a minha princesa pra todo o sempre. E que passem os anos, eu sempre vou chorar quando pensar em você.
Feliz natal, minha linda.
Da sua irmã que não te esquece um só dia:
Dan.
Eu tinha saído da empresa onde trabalhava há algum tempo, e estava assumindo um grande desafio em outro lugar. Ganhei dos ex colegas de trabalho uma cesta linda de produtos de beleza. Levei ela pra casa e te mostrei.
Lembro de você ter ficado empolgada com um creme hidratante de frutas vermelhas e de ter corrido para o quarto para usar. A questão é que não era um creme hidratante, e sim um sabonete líquido. Lembro de você passando com a perna toda ensaboada, e de termos dado muita risada disso. É a minha última lembrança. Depois você saiu para a casa do seu namorado e prometeu que voltaria para a ceia do dia seguinte. Não voltou mais. Não teve ceia, muito menos natal.
Amanhã fará 01 ano. E hoje, enquanto eu empurrava o nosso sobrinho na balança do parquinho que construíram aqui perto de casa, fiquei imaginando o quanto você adoraria ir ao parque e também ajudá-lo no balanço. Eu ainda lembro da sua voz, sua fisionomia. Em alguns momentos ainda caio na pegadinha de acreditar alguns milésimos de segundos que você está aqui, viva. Como no dia em que mamãe contou que tinha comprado o nosso presente de Natal e eu perguntei: "O que comprou pra Mayara?". No segundo seguinte lembro que não tem mais presente pra você. E aquela mesma pontada de dor do dia que eu recebi a notícia de sua morte, há 1 ano atrás, volta.
Caralho, tanta coisa me dá saudade. Cartinhas que encontrei no decorrer do ano, fotos suas, a vontade de ligar pra casa e você atender, o cheiro do seu cabelo. O cheiro do seu cabelo é o que mais me dá saudade. É engraçado isso. Era um cheiro único e toda vez que você ficava triste e me abraçava, era uma delícia sentí-lo.
Fui algumas vezes ao cemitério durante o ano. Não foi fácil. É sempre muito estranho, e o zelador me contou que seu túmulo é muito visitado. Você sempre foi muito querida, muito admirada. Maluca total, cheia de personalidade, de atitude.
Lembro de tudo. E sinto saudade das risadas, até das brigas onde eu jurava que nunca mais voltaria a falar contigo. Recebi um vídeo que fizeram com você na praia entre seus amigos. Ainda não tive coragem de assistir. Não estou preparada. Talvez um dia eu finalmente esteja.
Falo sozinha com você às vezes. Digo o quanto tenho saudade. Quando vejo algo que lembra você, nunca deixo passar. Sei que você me ouve. Sei que sabe o quanto eu te amo e esse sentimento nunca mudará.
Tanta coisa mudou....Fiz terapia boa parte do ano. Inicialmente eu não falava nada, só chorava nas sessões. Com o passar do tempo, as palavras foram saindo. Hoje eu consigo carregar as 3 pulseiras que você me deu, no braço. São um pouquinho de você em mim. O meu amuleto de sorte.
Li muito. Tentei entender o que houve, o motivo da sua despedida tão precoce. Ainda não entendo direito, mas procuro pensar que você está bem onde está. Pra algumas coisas a vida infelizmente não traz explicação.
Tentamos neste natal fazer uma ceia. Apesar de termos pensado várias vezes em desistir. Mas acho que será a nossa forma de unirmos forças e passarmos pelo primeiro ano sem suas piadas toscas e seu abraço.
Eu só escrevi pra lembrar de você mais uma vez. Pra dizer o quanto eu te amo. O quanto você será a minha princesa pra todo o sempre. E que passem os anos, eu sempre vou chorar quando pensar em você.
Feliz natal, minha linda.
Da sua irmã que não te esquece um só dia:
Dan.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Amor de verdade (Ou não)
Eu nunca entendia as palavras da minha mãe, quando dizia que queria o frescor da juventude, com a maturidade da idade.
Agora que alguns anos passaram, consigo perceber perfeitamente o que ela queria dizer com isso.As coisas já não me afetam como antes. É como se as pancadas da vida criassem uma couraça um pouco mais resistente.Quando um relacionamento acaba, já não abalo tanto. Choro, sofro, fico tentando encontrar explicação para o motivo daquela pessoa ter entrado em minha vida, se não era pra ficar pra sempre.
Mas chega o dia em que eu acordo, visto minha melhor roupa, vou para o trabalho cantarolando minha música favorita. E percebo dias menos cinzas. Não tenho problemas em colocar meu pijama no sábado, e me esbaldar com o sorvete favorito, e como única companhia um bom filme na TV. Vou feliz encontrar meus amigos em um barzinho, não olho à minha volta, não forço flertes, tampouco apresentações a estranhos que eu sei que nada me agregariam. Agora, com a idade e a maturidade mais aguçada, sei que a própria vida tomará seu curso e consequentemente me fará conhecer alguém especial. Talvez nesse meio tempo eu saia com algumas pessoas e que no dia seguinte perceba que não eram nada do que eu esperava. Pode até ser que em um dia de carência naquela noite chuvosa eu ligue para aquele rapaz que há tempos queria sair comigo e que todo o sexto sentido e feeling que tenho no mundo, davam na cara que não seria especial.
Os dias vão passar. Outras datas em que vou correr sozinha, pegar um cinema sozinha, ir à festas de família sozinha, andar na rua com meu ipod cantando sozinha, chegarão. Mas nada vai me tirar o sorriso do rosto, meu jeito de menina mulher, minha obstinação pelo trabalho, a paixão pela dança, pelos meus amigos, o amor pelas crianças, por chocolate ao leite, revistas de moda, sorrisos, filmes de amor, leite quente, sinceridade, ajudar quem precisa.
Eu voltarei àquele curso que larguei pela metade, farei aquele cruzeiro marítimo com minhas amigas, tirarei fotos lindas, ficarei bronzeada nos primeiros meses do ano, completarei 30 anos com uma festa em grande estilo.
Até o dia em que aquele meu amigo vai ligar pra dizer "Quero que você conheça uma pessoa", ou aquele outro dia em que entrarei sozinha numa cafeteria para um chocolate quente depois de ter tomado a maior chuva de verão, ou na fila de pão, como aquela música do Los Hermanos. Pode ser que um dia eu abra os olhos e perceba naquele ex, a pessoa com quem quero estar e que até então não estava tão claro.
Um belo dia eu conhecerei a pessoa que vai tirar meu sono, meu juízo, e minha razão. Que me fará sentir borboletas no estômago, ir ao cinema segurando minha mão, aquele que vou olhar dormir enquanto penso: "Caralho, ele é muito foda. Sou uma garota de sorte em estar com ele". E esse será o início de mais uma história de amor. Que poderá ser a última da minha vida, e a responsável por pular para outras etapas às quais eu sequer imagino chegar um dia(casamento, uma casa com um cão vira lata, um bebê abrindo os bracinhos ao me ver chegar). Ou pode ser que essa seja só mais uma história de amor. Que não vai dar em nada. Mas que não vai me fazer deixar de acreditar que um dia será de verdade e derradeiro.
Agora que alguns anos passaram, consigo perceber perfeitamente o que ela queria dizer com isso.As coisas já não me afetam como antes. É como se as pancadas da vida criassem uma couraça um pouco mais resistente.Quando um relacionamento acaba, já não abalo tanto. Choro, sofro, fico tentando encontrar explicação para o motivo daquela pessoa ter entrado em minha vida, se não era pra ficar pra sempre.
Mas chega o dia em que eu acordo, visto minha melhor roupa, vou para o trabalho cantarolando minha música favorita. E percebo dias menos cinzas. Não tenho problemas em colocar meu pijama no sábado, e me esbaldar com o sorvete favorito, e como única companhia um bom filme na TV. Vou feliz encontrar meus amigos em um barzinho, não olho à minha volta, não forço flertes, tampouco apresentações a estranhos que eu sei que nada me agregariam. Agora, com a idade e a maturidade mais aguçada, sei que a própria vida tomará seu curso e consequentemente me fará conhecer alguém especial. Talvez nesse meio tempo eu saia com algumas pessoas e que no dia seguinte perceba que não eram nada do que eu esperava. Pode até ser que em um dia de carência naquela noite chuvosa eu ligue para aquele rapaz que há tempos queria sair comigo e que todo o sexto sentido e feeling que tenho no mundo, davam na cara que não seria especial.
Os dias vão passar. Outras datas em que vou correr sozinha, pegar um cinema sozinha, ir à festas de família sozinha, andar na rua com meu ipod cantando sozinha, chegarão. Mas nada vai me tirar o sorriso do rosto, meu jeito de menina mulher, minha obstinação pelo trabalho, a paixão pela dança, pelos meus amigos, o amor pelas crianças, por chocolate ao leite, revistas de moda, sorrisos, filmes de amor, leite quente, sinceridade, ajudar quem precisa.
Eu voltarei àquele curso que larguei pela metade, farei aquele cruzeiro marítimo com minhas amigas, tirarei fotos lindas, ficarei bronzeada nos primeiros meses do ano, completarei 30 anos com uma festa em grande estilo.
Até o dia em que aquele meu amigo vai ligar pra dizer "Quero que você conheça uma pessoa", ou aquele outro dia em que entrarei sozinha numa cafeteria para um chocolate quente depois de ter tomado a maior chuva de verão, ou na fila de pão, como aquela música do Los Hermanos. Pode ser que um dia eu abra os olhos e perceba naquele ex, a pessoa com quem quero estar e que até então não estava tão claro.
Um belo dia eu conhecerei a pessoa que vai tirar meu sono, meu juízo, e minha razão. Que me fará sentir borboletas no estômago, ir ao cinema segurando minha mão, aquele que vou olhar dormir enquanto penso: "Caralho, ele é muito foda. Sou uma garota de sorte em estar com ele". E esse será o início de mais uma história de amor. Que poderá ser a última da minha vida, e a responsável por pular para outras etapas às quais eu sequer imagino chegar um dia(casamento, uma casa com um cão vira lata, um bebê abrindo os bracinhos ao me ver chegar). Ou pode ser que essa seja só mais uma história de amor. Que não vai dar em nada. Mas que não vai me fazer deixar de acreditar que um dia será de verdade e derradeiro.
sábado, 1 de agosto de 2009
Shoes!
Eu sou uma sapatólatra nada anônima. A última vez que contei, 73 pares de sapatos lotavam as duas sapateiras que tenho em casa.
Mas sempre gostei de andar nas alturas. Sapato pra mim sempre foi altíssimo. Sempre gostei da sensação de poder andando sobre um salto agulha. Fora a postura, que fica muito mais bonita também. Tenho 1.73 cm, sou alta para os padrões brasileiros. Mas quanto maior o salto, melhor.
A questão é que trabalho há não muito tempo em uma indústria de cosméticos. Teimei que os saltões poderiam continuar prevalecendo, mas andar o dia todo entre as fábricas e áreas administrativas acabou com meus pés. Resolvi sair para comprar sapatilhas, artigo raro em minha vida, a não ser nas aulas de dança.
Recebi a dica de visita à Shoestock, a maior loja de sapatos de São Paulo. Ao descer do carro e entrar na loja, me senti a Becky Bloom na hora que entra naquela liquidação: O coração até acelerou. hahahaha. A loja é linda, gigante, dividida por numeração, com vendedoras muito atenciosas e total conhecedoras do produto que comercializam.
Fui para a prateleira das sapatilhas e mandei ver. Saí colocando um monte delas na sacola. Experimentei, ficaram ótimas e super confortáveis.
Além delas, ainda levei algumas rasteiras já pensando no verão.
Os preços não me assustaram: No caso das sapatilhas, variavam entre R$ 39,90 a R$ 59,90.
Mas em outros sapatos(Scarpins, Peep toes, saltos meia pata, tem de tudo), o negócio é mais caro: Entre R$ 99,00 a até R$ 300,00(botas montaria).
Vale a visita. Se você é sapatólatra, é impossível que não saia com um par já que a loja tem para todos os gostos.

(A prova cabal: 10 pares adquiridos por minha pessoa. hahaha)
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