sexta-feira, 6 de novembro de 2009

De repente 60

“Ééééé ... Esse bracinho não seria da Shakira?”


...



Achou essa frase estranha? Bem, realmente é. E se eu disser que foi à partir dela que se iniciou uma grande história de amor, melhora? Huum ... Acho que só piorei, né?


Bem, se ajuda, garanto que na hora também não foi muito mais claro pra mim. Mas o fato é que nem tinha como, mesmo. Ao bater os olhos nessa frase [estranha] não me dava conta de que ali a minha vida estaria começando a mudar. Tá, eu sei, é bem clichê isso, mas não tem como fugir. A bem da verdade, tudo que se passou desde aquele dia (há exatos dois meses) me serviu para mostrar o quanto esses “clichês” são válidos e, mais que isso, necessários. Mas se afinal até mesmo as maiores histórias de amor do cinema recorriam a esses clichês, por que eu não posso?


Tivemos direito a tudo, desde o começo num pedacinho de madrugada fria e com chuva batendo na janela, passando pelos tradicionais contratempos que me forçaram a ficar em casa e desmarcar aquela boa cerveja com os amigos combinada já há dias e uma certa “tristeza” inexplicável que me levou a ficar vagando em busca do que fazer.


E eis que ela aparece e começam os flertes que, se inicialmente eram tímidos, inocentes, poucos minutos após carregavam toda a malícia já esperada de tal encontro (sim, pois isso de “inocente” passa longe - e quem conhece o casal sabe disso). Para ficar mais estranho ainda, tudo embalado pela trilha mais romântica possível (entenda como “brega” - ah, vá, Bryan Adams e Roupa Nova nem são tão ruins assim).


Contrastes, descobertas, contrastes, encanto, contrastes ...


À medida em que o papo ia fluindo, eu percebia o quanto você era diferente de mim e, até certo ponto, de você mesma. Boa moça por alguns instantes, completa devassa minutos após, menininha tímida logo em seguida ... Não dá, não tinha como definir você àquela hora. O único título que cabia era o de “mulher mais absurdamente interessante e fascinante com quem eu já havia conversado”.


As horas passaram e eu já nem lembrava mais da cervejada perdida. Estava cada vez mais envolvido, tanto quanto há tempos não ficava, e só vim me permitir voltar a dar atenção ao mundo quando o sol começou a bater no meu rosto. Você foi dormir, mas eu continuei ... Era como se estivesse em transe (e isso ainda durou alguns dias).


E foram ótimos “alguns dias”, por sinal. Conversas cada vez mais fluentes e à vontade. Era como se fôssemos íntimos já há muito. Cada novo dia representou um ano passado contigo. Cheguei ao ponto de fechar os olhos e ter lembranças de coisas que ainda nem haviam acontecido, como encontros e jantares a dois, filmes na cama, aulas de dança (é, sou terrível nisso) e até mesmo brigas. Sério, não é exagero. Bem, na verdade é, mas não conseguia evitar. Era mais do que o já esperado “Ah, é como se eu a conhecesse de tempos!” ... Eu tinha lembranças.


Não vou me alongar mais. Citar “aqueles três dias” seria me arriscar demais a passar outros dois meses escrevendo com riqueza de detalhes todos os momentos fantásticos que passamos juntos (se bem que até seria legal - uns cortes aqui, uns floreios ali e posso aproveitar pra fazer um roteiro).


Melhor parar por aqui mesmo, essa conversa toda já tá muito “romântica” (entenda como “brega” - de novo), e não, eu não sou romântico (que bobagem, eu nem mesmo chorei de saudades nesses dias longe - pelo menos não às vistas de ninguém) e nada disso realmente me afeta (sim, eu sou durão - e não seja louca de discordar).


Afinal, o que tem de relevante que por você eu mudarei de estado e recomeçarei minha vida do zero? Ou que há exatos dois meses eu havia me comprometido a não ter outro relacionamento sério pelos próximos dez anos (se bem que isso é totalmente discutível - uma prorrogação por mais dez não seria de todo mal) e hoje me pego te ajudando a escolher o nosso apartamento (apesar de não poder ter pelas fotos a mesma sensação que você que está indo pessoalmente)? Ou então que já brigamos quase todas as noites por você querer chamar nossa filha Monica de Olivia (eu sei que é ciúme da Monica Vitti, mesmo você negando - ainda bem que é consenso que o menino seja Rocco). Aqueles planos de casar à beira da praia com flores na cabeça, nossos pés descalços, então, nem merecem registro.



E melhor encerrar por aqui, senão o espírito de romantismo dos primeiros parágrafos me pega e eu acabo dizendo que TE AMO (e sei que você detesta - da mesma forma que não suporta quando uso a expressão “fazer amor”).



E "isso" é amor? Não, minha linda, isso é amor:

Por você vou parar de fumar!!!



- por Luca




E não, não vou explicar o que significa aquela frase da ‘Shakira’.




terça-feira, 6 de outubro de 2009

Wild at heart

Sailor,
E 4 dias depois do meu último post onde falava sobre encontrar o amor onde menos esperava, você apareceu.

Não foi um surgimento tímido e que evoluiu. Nem um relacionamento levado em banho maria, morno e cauteloso. Foi algo já arrebatador desde o primeiro minuto.

Perdi o juízo, minha calma, minha paz. Da forma mais desenfreada possível.

Mas é engraçado como ao invés de sentir medo, eu só quis mais daquele sentimento que me acordou para a vida, fez o sangue voltar a correr de novo em minhas veias, alimentou a minha alma e deu sonhos à minha existência.
Nós somos iguais. Em gostos, no que valorizamos, no que odiamos. Mas também somos diferentes. Porque sabemos que é impossível a evolução sem aprendizado mútuo.

Ontem fizemos 1 mês juntos. E hoje você faz aniversário. A impressão que tenho é de te conhecer de outras vidas, de outros momentos. Não consigo acreditar que antes eu já não era sua. É inaceitável que antes de você eu levava algo que chamava de vida, e achava que pudesse ser feliz nela, sem você para ser o centro de tudo.

Agora eu olho nossa história, as infinitas possibilidades que podemos construir juntos, cada momento que define a nossa trajetória, e é impossível não sentir um misto de excitação, um frio na barriga assustadoramente e deliciosamente aterrador, além da certeza que é com você que eu quero ficar. É à você que vou amar. É com você que vou me casar. E nos seus braços é o único lugar onde posso realmente me encontrar.
Um brinde à sua vida. À nossa vida juntos. E ao turbilhão de emoções que viveremos hoje e sempre.

Parabéns, meu amor.


Sempre sua,

Lula.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amor de verdade (Ou não)

Eu nunca entendia as palavras da minha mãe, quando dizia que queria o frescor da juventude, com a maturidade da idade.
Agora que alguns anos passaram, consigo perceber perfeitamente o que ela queria dizer com isso.As coisas já não me afetam como antes. É como se as pancadas da vida criassem uma couraça um pouco mais resistente.Quando um relacionamento acaba, já não abalo tanto. Choro, sofro, fico tentando encontrar explicação para o motivo daquela pessoa ter entrado em minha vida, se não era pra ficar pra sempre.
Mas chega o dia em que eu acordo, visto minha melhor roupa, vou para o trabalho cantarolando minha música favorita. E percebo dias menos cinzas. Não tenho problemas em colocar meu pijama no sábado, e me esbaldar com o sorvete favorito, e como única companhia um bom filme na TV. Vou feliz encontrar meus amigos em um barzinho, não olho à minha volta, não forço flertes, tampouco apresentações a estranhos que eu sei que nada me agregariam. Agora, com a idade e a maturidade mais aguçada, sei que a própria vida tomará seu curso e consequentemente me fará conhecer alguém especial. Talvez nesse meio tempo eu saia com algumas pessoas e que no dia seguinte perceba que não eram nada do que eu esperava. Pode até ser que em um dia de carência naquela noite chuvosa eu ligue para aquele rapaz que há tempos queria sair comigo e que todo o sexto sentido e feeling que tenho no mundo, davam na cara que não seria especial.
Os dias vão passar. Outras datas em que vou correr sozinha, pegar um cinema sozinha, ir à festas de família sozinha, andar na rua com meu ipod cantando sozinha, chegarão. Mas nada vai me tirar o sorriso do rosto, meu jeito de menina mulher, minha obstinação pelo trabalho, a paixão pela dança, pelos meus amigos, o amor pelas crianças, por chocolate ao leite, revistas de moda, sorrisos, filmes de amor, leite quente, sinceridade, ajudar quem precisa.
Eu voltarei àquele curso que larguei pela metade, farei aquele cruzeiro marítimo com minhas amigas, tirarei fotos lindas, ficarei bronzeada nos primeiros meses do ano, completarei 30 anos com uma festa em grande estilo.
Até o dia em que aquele meu amigo vai ligar pra dizer "Quero que você conheça uma pessoa", ou aquele outro dia em que entrarei sozinha numa cafeteria para um chocolate quente depois de ter tomado a maior chuva de verão, ou na fila de pão, como aquela música do Los Hermanos. Pode ser que um dia eu abra os olhos e perceba naquele ex, a pessoa com quem quero estar e que até então não estava tão claro.
Um belo dia eu conhecerei a pessoa que vai tirar meu sono, meu juízo, e minha razão. Que me fará sentir borboletas no estômago, ir ao cinema segurando minha mão, aquele que vou olhar dormir enquanto penso: "Caralho, ele é muito foda. Sou uma garota de sorte em estar com ele". E esse será o início de mais uma história de amor. Que poderá ser a última da minha vida, e a responsável por pular para outras etapas às quais eu sequer imagino chegar um dia(casamento, uma casa com um cão vira lata, um bebê abrindo os bracinhos ao me ver chegar). Ou pode ser que essa seja só mais uma história de amor. Que não vai dar em nada. Mas que não vai me fazer deixar de acreditar que um dia será de verdade e derradeiro.

sábado, 1 de agosto de 2009

Shoes!

Eu sou uma sapatólatra nada anônima. A última vez que contei, 73 pares de sapatos lotavam as duas sapateiras que tenho em casa.

Mas sempre gostei de andar nas alturas. Sapato pra mim sempre foi altíssimo. Sempre gostei da sensação de poder andando sobre um salto agulha. Fora a postura, que fica muito mais bonita também. Tenho 1.73 cm, sou alta para os padrões brasileiros. Mas quanto maior o salto, melhor.

A questão é que trabalho há não muito tempo em uma indústria de cosméticos. Teimei que os saltões poderiam continuar prevalecendo, mas andar o dia todo entre as fábricas e áreas administrativas acabou com meus pés. Resolvi sair para comprar sapatilhas, artigo raro em minha vida, a não ser nas aulas de dança.

Recebi a dica de visita à Shoestock, a maior loja de sapatos de São Paulo. Ao descer do carro e entrar na loja, me senti a Becky Bloom na hora que entra naquela liquidação: O coração até acelerou. hahahaha. A loja é linda, gigante, dividida por numeração, com vendedoras muito atenciosas e total conhecedoras do produto que comercializam.

Fui para a prateleira das sapatilhas e mandei ver. Saí colocando um monte delas na sacola. Experimentei, ficaram ótimas e super confortáveis.

Além delas, ainda levei algumas rasteiras já pensando no verão.

Os preços não me assustaram: No caso das sapatilhas, variavam entre R$ 39,90 a R$ 59,90.

Mas em outros sapatos(Scarpins, Peep toes, saltos meia pata, tem de tudo), o negócio é mais caro: Entre R$ 99,00 a até R$ 300,00(botas montaria).
Vale a visita. Se você é sapatólatra, é impossível que não saia com um par já que a loja tem para todos os gostos.


(A prova cabal: 10 pares adquiridos por minha pessoa. hahaha)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Amar, verbo intransitivo

Houve um tempo em que todas as pessoas que eu amava morriam.
Durante muito tempo esse medo me perseguiu, era uma época em que isso era tudo o que eu conseguia pensar...Naquele tempo amar não me parecia ser uma coisa saudável e certa, embora eu não tenha conseguido controlar o surgimento e a intensidade do sentimento. É verdade
que eu cheguei a pensar que aquela era a minha chance de ser feliz e talvez até tenha sido mesmo, mas eu me sentia aterrorizado com as consequências do crescimento daquilo e agora é como se eu conseguisse enxergar tudo bem mais claramente.

Nós não conseguimos controlar ou evitar a atração por outra pessoa e eu nunca tinha entendido que deixar as coisas pra trás faz parte do amadurecimento, estou feliz por ter entrado nesse processo, ainda que tardiamente.
Continuo insistindo que foi amor, não acredito que o amor seja só certo e altruista , até deveria ser...mas... Às vezes, há a incongruência e o amor.

------------

É dele o texto. Mas se eu escrevesse um pouquinho melhor, poderia ser meu.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Knock you Down

Não ouço outra coisa no carro, no trabalho, no MP3. Virou vício.
CD de estréia delícia de ouvir! Todas as faixas, sem exceção.
Kanye West não investiria seu precioso tempo produzindo um CD que não rendesse muito.
E Keri Hilson ganhou minha atenção.



Essa é uma das minhas favoritas. São tantas! Foi até difícil escolher.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Constatação

Eu acho que sou uma pessoa do bem. Brigo, fico puta, xingo, viro a cara, bato a porta. Mas depois passa. E é bem típico da pessoa impulsiva que sou. É comum que eu faça tempestade com as coisas.

Mas existe uma pessoa que eu odeio. Uma e somente uma. Sabe gente com falta de caráter impressionante? Que enquanto se dizia sua melhor amiga do mundo, fazia sua caveira pra meio mundo? E o pior, sem qualquer motivo aparente? Não há explicação. Ou até existe, a de que ela é uma manipuladora do caralho que adora brincar com as pessoas e seus sentimentos. Eu a ajudei em um monte de coisas. Eu fui tola e acreditei em sua amizade. E tomei no rabo gigantescamente. De perder o rumo quando descobri tudo que ela fez, sabe?
Desde então eu a odeio. Os dias passam e aquela Jenna que fica furiosa mas depois esquece, está longe de aparecer. E eu creio muito que se a encontrar em alguma esquina da vida, é bem provável que desça do meu habitual salto e educação para apontar o dedo na cara dela e dizer boas verdades.

Daí ontem depois de trabalhar muitas horas seguidas, acessei o msn pra bater um papo habitual com meu melhor amigo. E surprise! Ela estava online. O msn é realmente um fanfarrão. Não é a primeira vez que alguém devidamente bloqueado e deletado reaparece em minha lista.
Fiquei ali olhando ela online e pensando se deveria chamá-la, e praticar minha já conhecida(de pouquissimas pessoas, é verdade) lição de "Como brincar de barraqueira", mas aí veio o estalo e uma constatação que me deixou muito feliz e aliviada: Eu não a odeio mais. Na verdade eu tenho é muita pena. Olhava ela online e pensava em quais mentiras ela deveria estar inventando. Quem mais estaria tentando manipular? Deve ser muito, mas muito difícil viver uma vida de tanta falsidade. Acho que nem ela sabe mais o que é verdade ali. Deve ser difícil de verdade não ter um amigo verdadeiro, desses que vc conta sua vida inteira de olhos fechados. Aquele pra quem vc conta seus segredos sem medo. Deve ter sido difícil pra ela ter perdido a amizade de tanta gente que percebendo suas mentiras, tratou de pular fora enquanto era tempo.

E é isso aí. Devidamente bloqueada e deletada da minha lista de msn. Mas principalmente da minha vida. E como eu sou feliz em ter percebido a roubada em que eu me metia a tempo. E o mais legal de tudo, em não manter esse sentimento negativo dentro de mim.